A Fundação Konrad Adenauer apoiou o programa "Olho Vivo no Dinheiro Público", que reuniu de quarta-feira, 18, a sexta-feira, 20 de novembro, em Quixadá, no Sertão Central cearense, representantes de Conselhos da Educação, Saúde e Assistência Social de Quixadá e outros 12 municípios da região, para palestras de incentivo ao controle social e oficinas, voltadas para a importância da transparência na administração pública. Quixadá é o sexto município-pólo a receber o programa, promovido pela Controladoria-Geral da União (CGU), em parceria com os Tribunais de Contas da União (TCU) e dos Municípios (TCM-CE), a Controladoria e Ouvidoria Geral, do Estado do Ceará (CGE/CE) e a Prefeitura Municipal de Quixadá.
A abertura oficial do programa foi feita pelo conselheiro Ernesto Sabóia, presidente do TCM-CE, no auditório do Seminário Diocesano. Ele citou como aspecto positivo o fato de o Brasil ter marcado índice de 3,7 em uma escala que vai de zero (países vistos como muito corruptos) a dez (considerados bem pouco corruptos) e ficada em 75º em um ranking de 180 países avaliados, no Índice de Percepção de Corrupção da ONG Transparência Internacional. Os locais percebidos como menos corruptos foram Nova Zelândia (9,4), Dinamarca (9,3), Cingapura (9,2), Suécia (9,2) e Suíça (9,0). “O que falta no Brasil fiscalização. Para reduzirmos este índice para níveis satisfatórios, seria necessária a contratação de 400 mil auditores, o que não é possível. Temos de exercer mais controle, mais transparência e incentivar a participação da sociedade, para combatermos a corrupção”, ressaltou Sabóia. Após a palestra do presidente do TCM-CE houve a premiação aos estudantes vencedores do concurso de cartazes promovido pela CGU.
Ainda no primeiro dia, o chefe da CGU no Ceará, Alberto Oliveira da Silva, e Marcelo Miranda Barros, coordenador do Núcleo de Ações de Prevenção da Corrupção no Estado do Ceará - NAP/CE, também da CGU fizeram simulações no Portal da Transparência nos recursos públicos federais. (www.cgu.gov.br)
O programa Olho Vivo visa à mobilização de agentes públicos, membros de conselhos municipais e lideranças comunitárias para o controle social e a transparência na gestão pública.
A programação envolve atividades presenciais com a troca de experiências e a valorização do conhecimento das pessoas capacitadas. Em cada oficina, participam 25 pessoas de doze municípios do Sertão Central. Nas dinâmicas de grupo são desenvolvidas também outras ações direcionadas aos professores, lideranças locais e agentes municipais, com apresentação de palestras, vídeos e distribuição de material educativo.